Editorial: Detalhes que atrapalham o conjunto

Cresce, nesta época de festas juninas, a apreensão de balões

Por O Dia

Rio - São muitos os desafios no vasto campo da segurança e da ordem pública, e parte dessa dificuldade advém de pequenos entraves. Esta semana O DIA mostrou o absurdo comércio de réplicas de armas em Aparecida, a poucos passos do Santuário Nacional. Cresce, ainda, nesta época de festas juninas, a apreensão de balões. Costumeiramente tratados como questiúnculas, são crimes persistentes e que fazem estragos — e possível razão é um enxugamento de gelo predominante.

No Brasil é proibido fabricar e vender armas de brinquedo, mas, no Estado de São Paulo, por exemplo, os simulacros respondem por quase um terço das apreensões da polícia. Não por acaso a reportagem do DIA encontrou modelos diversos nos boxes procurados por devotos e romeiros.

Ontem, em São Gonçalo, houve nova apreensão de material para balões. Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), já são 142 avistamentos de balões não tripulados no céu relatados por tripulantes de aeronaves em voo este ano. Os artefatos, como é de conhecimento geral, não põem em risco somente a operação de aviões ou de aeroportos. A queda de balões é uma catástrofe para regiões de mata e um risco enorme para redes elétricas.

Réplicas de armas e balões têm em comum o fato de pertencerem a uma simples cadeia de produção, que envolve indústria, distribuição e vendas. Se configuram crime, portanto, não deveriam prosperar. É preciso, portanto, buscar meios mais efetivos de fazer cumprir a lei e evitar mais danos — sejam assaltos, agressões ou acidentes.

Últimas de _legado_Opinião