Pedro Paulo: Cidade acessível

Pode parecer uma missão impossível, mas trata-se de um sonho olímpico, ou paralímpico: um Rio mais justo e integrado

Por O Dia

Rio - Nesta semana alcançamos a marca de 450 dias para os Jogos Paralímpicos, um dia para cada ano do Rio. O compromisso pelo qual a prefeitura quer ser cobrada é o de aproveitar os eventos para transformar a cidade não apenas fisicamente, mas em especial socialmente. No caso das Paralimpíadas, a prefeitura tem o desafio da inclusão da pessoa com deficiência. E o caminho é longo.

A primeira e mais importante missão é a de garantir que nenhum carioca fique fora da sala de aula. Para isso, contamos com o Instituto Helena Antipoff, que atende mais de 12 mil alunos, incluindo crianças e jovens com deficiência, com 10 escolas especiais, capacitação de professores e dois mil acompanhantes, além de transporte gratuito.

Outro desafio é o da mobilidade. Nos últimos dois anos, conseguimos elevar de 63% para 78% a parcela de ônibus que é acessível. Os novos modais, BRT e VLT, já nascem adequados. No entanto, o cadeirante ainda encontra obstáculos, como elevadores defeituosos. É nossa obrigação como poder concedente melhorar essa fiscalização.

No dia a dia, as dificuldades começam com calçadas inadequadas. Por isso, o Bairro Maravilha já levou acessibilidade para 1.600 ruas das zonas Norte e Oeste. As novas calçadas da Zona Portuária também respeitam padrões internacionais. Mas sabemos que ainda tem muito chão para a gente cobrir.

A prefeitura fez planejamento de acessibilidade para pontos turísticos. As obras vão adaptar o acesso ao Corcovado, Jardim Botânico, Cinelândia, Praia de Copacabana e dois pontos da Praia da Barra, além de rotas entre a Candelária e a Praça 15 e o Pão de Açúcar e o Rio Sul. O plano também prevê o nivelamento de vias e calçadas, bem como a instalação de rampas e piso podotátil, facilitando o acesso de cadeirantes e deficientes visuais. Vagas de estacionamento e pontos de ônibus também serão adequados.

Pode parecer uma missão impossível, mas trata-se de um sonho olímpico, ou melhor, paralímpico: um Rio mais justo e integrado para todos. Os aros olímpicos, símbolo do respeito e da união dos continentes, para muitos jamais chegariam ao subúrbio. No entanto, lá estão eles no Parque Madureira, unindo cariocas de todas as regiões.

Pedro Paulo é secretário de Coordenação de Governo da Prefeitura do Rio

Últimas de _legado_Opinião