Editorial: O resgate de um símbolo da cidade

O bonde, pitoresco meio de transporte, foi o principal da cidade durante anos e, com a ‘modernidade’, ficou restrito às ladeiras

Por O Dia

Rio - Desfigurado por obras que se arrastam há quatro anos — e ainda sentindo as cicatrizes de um triste acidente, com seis mortos e dezenas de feridos —, o bairro de Santa Teresa enfim voltou a ver passageiros circulando em seus icônicos bondes. Num curtíssimo trecho, cabe frisar, em fase de ‘pré-operação’, mas trata-se de boa notícia após meses de aborrecimentos e desesperança. E outras virão.

O bonde, pitoresco meio de transporte, foi o principal da cidade durante anos e, com a ‘modernidade’, ficou restrito às ladeiras. A brutal colisão de quatro anos atrás tirou das ruas de pedra seu símbolo mais querido. Era para ter voltado a tempo da Copa, mas, como sói no Brasil, atrasos mudaram os planos. O bairro ainda convive com canteiros e sofre com os trabalhos, mas terá muito a ganhar com a conclusão das obras. Necessárias, sublinhe-se.

O Rio resgata o bonde, não só em Santa Teresa, mas por todo o Centro, em mais uma etapa da reurbanização da região. Do charmoso carro que passa pelos Arcos da Lapa, alguns passos levarão ao moderno vagão que cruzará as ruas até o Porto. Um bom incremento para o turismo, mas um ganho ainda maior para a cidade, melhorando o trânsito e, consequentemente, a qualidade de vida. Que ambas as obras deslanchem e deem este presente ao carioca.

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