Por bferreira

Rio - A sentença do bandido não pode ser mais leve do que a sentença da vítima. Isso não é Lei de Talião, a que diz “olho por olho, dente por dente”. É apenas Justiça, com ‘J’ maiúsculo.

Vejam o recente assassinato na Estação Uruguaiana do metrô. Lei de Talião seria levar o criminoso para o meio de uma estação de metrô lotada, baleá-lo de surpresa e deixá-lo agonizando no chão.

Os responsáveis por esse crime, se presos e julgados, serão condenados a no máximo 12 anos. Depois de cinco anos, correspondentes a 2/5 da pena, estarão de volta às ruas.

Eu acredito que isso é errado. Creio que os autores do crime merecem ficar 40 anos ou mais na prisão, para que saiam da convivência social, para que passem o resto da vida pensando no que fizeram. Para que sua sentença seja um pouco mais próxima da sentença da sua vítima.

Eu acredito em Direitos Humanos acima de tudo, e é por isso que penso desta forma. Ao cometer esse crime, os bandidos violaram o direito humano mais sagrado: o direito à vida. E ao fazê-lo abriram mão de alguns de seus próprios direitos.

O primeiro deles foi a liberdade. E aqui é fundamental perguntar: quantos anos de cadeia vale uma vida no Brasil ? Pensar de outra forma — imaginar que é possível “recuperar, ressocializar, reintegrar” gente que acaba com uma vida humana em um piscar de olhos, sem hesitação — é demência, insanidade, perversão.
Que não podemos, jamais, aceitar calados. Ou o próximo tiro será nosso.

Roberto Motta é engenheiro civil e empresário

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