Editorial: O que enseja a onda de roubo de cachorros

Para os olhos da polícia, cão é um bem, como o são celulares ou carros

Por O Dia

Rio - A condução da segurança pública é uma interminável partida de xadrez cujas forças oponentes se moldam ao momento do jogo. Daí se exploram fraquezas pontuais ou nichos descobertos. É o que parece estar acontecendo agora com cães de raça, a julgar por relatos de ataques a canis e mesmo contra pedestres, como mostrou O DIA ontem.

O caso está aterrorizando quem possui cachorros ou mantém criações em casa. Quase a totalidade dos donos veem seus animais como membros da família — e isso independe da idade.

Ainda que não se observe uma ‘epidemia’ de roubos de cães, os registros dão conta de duas tendências: a existência de mercado clandestino de revenda de animais, da qual poderia partir ramificações de produção a qualquer custo de filhotes, e a deficiência no patrulhamento.

Para os olhos da polícia, cão é um bem, como o são celulares ou carros. Que seja: só não se aceita a insegurança que prende em casa cidadãos de bem — e seus cães.

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