Por bferreira

Rio - Em uma Câmara dos Deputados que parece mais dedicada a impor revezes ao país do que a legislar para o povo, aprovou-se em segundo turno o projeto da redução da maioridade penal. O resultado não foi surpresa, diante dos matizes conservadores da Casa. Este espaço volta ao tema no intuito de ver, no Senado, análise condizente com a realidade.

E esta é cruel, a julgar pela volta das chacinas, episódios brutais que macularam a história do Brasil nos anos 90. Semana passada, 18 pessoas foram mortas na Grande São Paulo em circunstâncias que sugerem a participação de policiais. A narrativa desses casos quase sempre termina em impunidade.

Chacinas têm muito a ver com encarcerar jovens: busca-se retirar da sociedade a todo custo — na Lei de Talião, até — o ‘indesejado’, seja por conveniência ou por vingança, a despeito da Justiça. O debate, volta-se a dizer, deve passar por transformar o falido sistema penitenciário brasileiro, pensando novos métodos na Justiça. De resto, é limpeza de conveniência.

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