Por bferreira

Rio - O Senado deu mais uma prova de grandeza e respeito à democracia ao aprovar a recondução de Rodrigo Janot ao cargo de procurador-geral da República. Janot fora o mais votado entre seus pares e já havia recebido o aval da presidenta Dilma Rousseff. Faltava ser referendado no Senado.

Tal como fez com Edson Fachin, quando da nomeação por Dilma ao Supremo, a Casa fez dura e extenuante sabatina, ao fim da qual o plenário aprovou a nomeação por larga margem.

Havia o risco de a análise ser contaminada por interesses outros, que não o da avaliação isenta e comprometida com a defesa da República: alguns senadores estão sendo investigados por malfeitos, assim como o próprio governo. A recondução podia ter sido barrada. Mas não.

Não prevaleceram ‘acordões’, e Janot será procurador-geral por mais dois anos. Atitude louvável do Senado. Diferentemente da Câmara, que parece empenhada em aprovar pauta-bomba com o intuito de tumultuar o país.

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