Por bferreira

Rio - A constatação de que o carro onde o cantor Cristiano Araújo viajava estava a 179 km/h é mais uma prova inequívoca de que o trânsito no Brasil precisa de limites, de novos e sobretudo mais rigorosos limites. A sociedade vem sendo constantemente bombardeada por notícias que escancaram o escárnio dos maus motoristas. É hora de conter essa sangria.

O condutor de família renomada que acumulou centenas de pontos na carteira e não se intimidava com os flagrantes na Lei Seca se enquadra no mesmo exemplo do segurança do sertanejo que dirigia uma picape como quem pilotava um bólido. Comportamentos motivados pela impunidade — a mesma que, nos últimos seis anos, fez dobrar o número de internações por acidentes.

Nas escolas sempre se pode ensinar civilidade e respeito, mas na ponta de cá, dos motoristas, é preciso endurecer, e a sociedade deve se engajar no debate por soluções eficazes — muito além de coalhar vias de radares ou entregar na mão de Detrans ineficientes e burocratas.

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