Por bferreira

Rio - O serviço de carona paga Uber cresceu no Rio em cima de deficiências crônicas do sistema de táxis. A categoria, com alguma propriedade, reclamou da diferença de condições, e logo se empreendeu uma cruzada contra o aplicativo. Até a semana passada, o que se acertou significaria, na prática, o banimento de ferramenta útil para a mobilidade urbana. Solução radical para um problema bem mais simples.

É inegável que a Uber deveria se submeter a regras mínimas, e um debate se fazia de fato necessário. Procurou-se, porém, o caminho mais curto na Câmara Municipal: multa e reboque.

Agora, o prefeito Eduardo Paes, que tem até terça-feira para vetar ou sancionar a lei, diz estar aberto ao diálogo. Pretende usar a plataforma da Uber em sua frota e já chama a empresa para buscar um meio-termo.

Concorrência em condições justas traz benefícios a todos na cidade. Mas cerceá-la sem chance de adaptação não é medida das mais democráticas.

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