Por bferreira

Rio - Impressiona como o Estado ainda se permite perder tempo, dinheiro e energia com sandices que, ao fim de processos kafkianos, revelam-se inúteis, mas certamente irritantes para o cidadão que busca andar na linha. O episódio dos extintores de incêndio para automóveis é exemplo cristalino. Depois do prejuízo imposto aos motoristas que seguiram a lei em vigor e compraram o equipamento, a regra é revogada, sem mais nem menos.

Em 2009, encasquetou-se com a necessidade de trocar um modelo ‘A’ por um ‘B’. Viu-se corrida às lojas para a troca. O mercado não estava preparado, e faltaram extintores. Prorrogaram-se os prazos. Postos chegaram a vender a unidade a R$ 80, pois sempre havia ingênuos à procura do produto.

Agora se determina que nenhum extintor é obrigatório — algo lógico, uma vez que retirá-los, destravá-los e usá-los requereria habilidade e tempo, fatores raros em situações extremas. Mas somente depois de toda a celeuma. O caso entra para o rol das leis que não pegam.

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