Editorial: Com medo e ódio não se resolve nada

Existem lei e mecanismos para coibir abusos, e falta gestão para aplicá-los, algo prometido para este fim de semana

Por O Dia

Rio - À previsível e justificável reação da sociedade ao fim de semana de arrastões se somaram manifestações do mais puro e perigoso rancor. Não apenas de vítimas e de testemunhas da desordem e da impotência da polícia: autoridades também elevaram o tom, nivelando por “marginais” os que estavam no meio da baderna.

A essa temperatura proliferam com facilidade, pois se acham endossados, revanchismos, ameaças e sobretudo medo — sentimentos e constatações que não condizem com nenhuma cidade dita civilizada do planeta, muito menos a sede da próxima Olimpíada e principal destino turístico do continente.

Mais uma vez, este espaço clama pela manutenção da ordem. Entende-se que é inumano ir à praia e ser vítima de ladrõezinhos que fazem o que querem porque creem estar escorados no coletivo e na ‘maioridade penal’. Existem lei e mecanismos para coibir abusos, e falta gestão para aplicá-los, algo prometido para este fim de semana. Misturar ódio ao processo, porém, nada resolverá.

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