Por bferreira

Rio - É quase automática a reação de quem foi vítima de arrastões envolvendo menores. Pede-se “mais polícia” como se esta fosse a panaceia para todos os males. Em parte, o patrulhamento ostensivo inibe a baderna, mas, como bem colocou o secretário Beltrame, não se pode cobrar das forças de segurança o papel de “babá”. A vigilância visando aos cuidados da criança e do adolescente é prerrogativa dos conselhos tutelares. Mas, como O DIA mostrou ontem, os núcleos atravessam preocupante crise.

Às vésperas de eleição que definirá os titulares dos 18 conselhos do município, a reportagem só conseguiu falar com dois, e o discurso é de diletantismo e dificuldades. Precariedade que esvazia as funções constitucionais dos conselheiros e ajuda a girar a perversa roda do desamparo. A mesma que termina nas ações drásticas de interceptar ônibus vindos do subúrbio e no revanchismo que prega a temível justiça com as próprias mãos.

Sem empoderar os conselhos, pouco poderá ser feito para resolver a questão.

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