Editorial: Pelo fim da chantagem fisiológica

É curioso observar o partido que com mais veemência defendeu a redução drástica do ministério terminar bastante fortalecido na minirreforma em curso

Por O Dia

Rio - É curioso observar o partido que com mais veemência defendeu a redução drástica do ministério terminar bastante fortalecido na minirreforma em curso. Não é exagero sugerir a imagem de que a presidenta Dilma Rousseff operou as trocas nas pastas com a faca no pescoço: paralelamente aos pedidos de abertura de processo de impeachment, há delicada negociação no Congresso na análise de vetos importantes para o andamento do ajuste fiscal. E tudo isso embalado em forte crise de popularidade, que tão cedo não vai ceder.

O problema é que, para aplacar a revolta — quiçá as ameaças — do maior partido da base aliada, sacrificaram-se nomes elogiados para ministérios-chave, como Chioro, na Saúde, e Janine, na Educação. Este infelizmente mal teve tempo de esquentar a cadeira.

Espera-se que, agora, satisfeitas todas as vontades, pare-se de lamúrias e se governe — até porque o contexto é bastante negativo, com economia vacilante, ânimos exaltados na política e povo cada vez mais impaciente.

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