Editorial: Saída honrosa para a ‘Pátria Educadora’

O governo, atolado na própria impopularidade e medindo os passos para não se afogar, parece ter esquecido o slogan cunhado para este mandato

Por O Dia

Rio - A “Pátria Educadora” de Dilma Rousseff tem sido ridicularizada pelas constrangedoras reformas ministeriais e se liquefaz com a crise, perdendo fôlego com os sucessivos cortes orçamentários. Está muito próximo de lugar de destaque no anedotário nacional. Pena. Porque a proposta não deveria minguar por causa da crise. Tinha de prosperar apesar dela.

No xadrez político, dança das cadeiras dificultou a adoção de projeto estável. Mercadante deu lugar a Cid Gomes, que caiu dois meses e meio depois para entrar Janine, que, após seis meses, foi convidado a se retirar para aplacar a fome fisiologista da base aliada. Como apostar no sucesso de projetos longos com tantos sobressaltos?

O governo, atolado na própria impopularidade e medindo os passos para não se afogar, parece ter esquecido o slogan cunhado para este mandato. Não é demais pedir que haja saída honrosa para a Pátria Educadora. Não para desanuviar o Planalto, mas para recuperar o país — pois crises se vencem com formação e empregos.

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