Editorial: Morte de rios, triste crime impune

Cariocas sofrem com a agressão ao ecossistema e correrão graves riscos se nada for feito para salvar os rios

Por O Dia

Rio - Morte de rios, triste crime impune. Um dia a conta da irresponsabilidade e do descaso com o meio ambiente vai chegar: nenhuma cidade fica impune ao ‘matar’ praticamente todos os rios que a cruzam. Esta é a situação do Rio de Janeiro, onde 70 dos seus 77 canais e cursos hídricos viraram valões com pouco ou nenhum oxigênio em suas águas, como O DIA mostrou no domingo.

Não importa o que corre em seus leitos, se esgoto in natura ou toda a sorte de despejo: cariocas já sofrem com a agressão ao ecossistema e correrão graves riscos se nada for feito para salvar os rios.

Em tempos de escassez e de verões cada vez mais abrasadores, maltratar rios torna-se crime ainda mais hediondo. Pena que só se dá atenção quando a contaminação bate nas praias, como já mostrado pelo jornal em dezembro — ali, registrou-se bactéria hospitalar no Flamengo.

Triste o jogo de empurra diante das indagações da reportagem — sinal de que poderá ser tarde demais quando o poder público decidir dar atenção ao quadro.

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