Editorial: Belo trabalho contra a ignorância

A campanha #primeiroassédio, lançada pela ONG Think Olga contra agressões ou intimidações a mulheres, já registra 80 mil reproduções da hashtag

Por O Dia

Rio - A campanha #primeiroassédio, lançada pela ONG Think Olga contra agressões ou intimidações a mulheres, já registra 80 mil reproduções da hashtag, muitas ladeadas de histórias duras, trazidas do fundo da memória, que levam a protagonista a revisitar medos e traumas. Personalidades também compartilharam suas experiências, dando ainda mais visibilidade à iniciativa — alvo pontual de piadas estúpidas —, que tanto luta contra o machismo e a impunidade.

Pelos relatos se vê que o assédio ignora idade e parentesco, a despeito do absurdo. Os ataques se alimentam de cultura retrógrada que vangloria o ‘conquistador’ e impõe estereótipos às mulheres — tentando justificar ou minimizar cantadas e investidas, como se a ‘culpa’ fosse das vítimas.

Aos que consideram esse movimento uma ‘doutrinação’, cabe lembrar que se trata do mais básico respeito. Reunir casos de assédio é um esclarecimento sem precedentes: conscientiza as mulheres a denunciar e rechaçar futuros ataques.