Editorial: As estúpidas mortes em um Rio litigante

A polícia que erra, seja confundindo peças com armas, seja forjando autos de resistência, não é a força cidadã que o estado tenta formar

Por O Dia

Rio - Jorge Lucas de Jesus Martins Paes e Thiago Guimarães Dingo eram, até a última sexta-feira, as mais recentes vítimas do destrambelhamento da Polícia Militar. O sargento que atirou antes para talvez perguntar depois desonrou a farda pela afobação, para falar o mínimo, e só uma investigação extensa e sobretudo isenta descobrirá se além do despreparo houve má-fé.

Como bem colocaram, bastante emocionados, os pais dos jovens, pedir desculpas, ainda que um dever moral da tropa e sobretudo de seus comandantes, não os trará de volta. Reparações financeiras também não. Nem punir o responsável com expulsão ou prisão, embora, neste caso, faça-se justiça.

A polícia que erra, seja confundindo peças com armas — e condenando quem as portavam antes de qualquer julgamento —, seja forjando autos de resistência, não é a força cidadã que o estado tenta formar. Mais uma vez, é preciso olhar para as falhas no processo, porque tragédias desse naipe só afastam a sociedade e podem pôr toda a estratégia da pacificação por terra.

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