Rio - Foge da civilidade, do bom senso e da humanidade uma ‘vingança’ ou ‘acerto de contas’ terminar em um bárbaro linchamento — caso do vendedor espancado até a morte em Ipanema por causa, supostamente, de um assédio. Ato típico de quem não respeita as instituições.
Felizmente, a Justiça já reagiu contra essa barbárie, decretando a prisão preventiva de três suspeitos do crime. É importante que todos os envolvidos sejam responsabilizados; seria a resposta do Estado àqueles que o ignoram ou, no mínimo, acreditam que podem tomar decisões à revelia das instituições.
Por mais que se tente justificar a agressão como “caso isolado” e “justo revide” — ou, dentro das respostas possíveis, “exagero”, “ânimo exaltado” ou “bebedeira” —, há meios legais e civilizados à disposição. Não pode haver alternativa a eles.
Defender linchamentos como ‘justiça’ está no mesmo horrendo patamar de tolerar agressão contra a mulher e de fechar os olhos para o desrespeito a minorias.