Por thiago.antunes

Rio - A Operação Lava Jato desnudou, em um ano e meio de investidas em 21 fases, negociatas, conluios e desvios que lesaram o Erário e enriqueceram alguns poucos. A cada etapa, com suas respectivas prisões, se descobria um esquema, detalhado posteriormente com as delações. Ainda há muito a elucidar, mas a sensação é a de que a corrupção, em muitos níveis, é regra, não exceção.

A prisão do banqueiro André Esteves, figura controversa que colecionou relacionamentos e multiplicou fortunas, abre outro flanco nas investigações. Se comprovada a participação do bilionário nas roubalheiras da Lava Jato, o escopo aumenta consideravelmente. Contribui para a suspeição a afirmação, por parte da Andrade Gutierrez, de que houve suborno nas obras da Copa.

É positivo o Brasil desenterrar os podres e mostrá-los à luz do dia. Mas é preciso, em algum momento, virar a página e se vacinar contra eles — até porque esta paralisia pós-operações já está prejudicando programas vitais para o desenvolvimento. 

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