Editorial: País não pode continuar na marcha a ré

Promete-se que a crise não duraria 2015 inteiro, e agora as previsões mais otimistas falam em nove meses antes da recuperação

Por O Dia

Rio - O PIB brasileiro cai mais uma vez: no terceiro trimestre, a retração foi de 1,7%. Má notícia previsível, que nas entrelinhas gera ainda mais apreensão, infelizmente. O resultado apurado até agora é pior que o esperado, e todos os setores da economia registraram declínio, inclusive a todo-poderosa agropecuária. O consumo das famílias também desaba, às vésperas do Natal.

O Governo parece estar inerte. Contingencia gastos operacionais do Orçamento, comprometendo a máquina, na esperança de que o Congresso mude as regras do jogo — no caso, do superávit. O Parlamento, porém, sofre da mesma paralisia, muito em parte por causa da Lava Jato, num duelo velado para testar quem cede primeiro.

Promete-se que a crise não duraria 2015 inteiro, e agora as previsões mais otimistas falam em nove meses antes da recuperação. A economia vacilante de agora já se equipara à dos anos 90. O Brasil precisa sair desta inércia, ou o fantasma dos anos 80, com as moedas esfacelando, voltará a assombrar.

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