Editorial: O convescote inútil pelo clima global

A inação periga fazer da COP21 convescote de autoridades em que se trocam figurinhas, afagos e apertos de mão

Por O Dia

Rio - Ainda em andamento, a COP21, em Paris, caminha para nova frustração, como o fizeram tantas outras reuniões em prol do meio ambiente na história recente. Na cerimônia de abertura, líderes do mundo todo posaram empertigados e gastaram o melhor de seu vocabulário, clamando por mudanças. Mas logo se fez sentir o peso da política — e da politicagem — no caminho das necessárias ações para conter a poluição e o aquecimento.

Barack Obama, à frente de nação entre as maiores poluidoras, por exemplo, ponderou que revoluções pelo clima seriam barradas no Congresso. Contradisse o elogiado discurso da véspera. Diante de tantos entraves, não adianta muito Dilma defender perante os chefes de Estado pactos globais e comprometimento irrestrito.

A inação periga fazer da COP21 convescote de autoridades em que se trocam figurinhas, afagos e apertos de mão, mas nada fazem pelo combalido clima, que enfrenta secas permanentes, calor extremo, estações desreguladas e elevação dos oceanos.

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