Por felipe.martins

Rio - O festival surrealista envolvendo Eduardo Cunha não para de surpreender — e, mesmo diante de tantos absurdos, o deputado jura inocência e garante não abrir mão da presidência da Câmara, tampouco renunciar.


Não é normal policiais federais entrarem na casa de um presidente da Câmara. Houvesse o mínimo de seriedade e zelo pelos eleitores, o ocupante de tão importante cargo teria se afastado ao primeiro sinal de suspeita. No caso de Cunha, são indícios robustos, como as contas na Suíça. Mas nada disso foi capaz de persuadi-lo.


O anormal é a teimosia e a desfaçatez se transformarem em vingança, explorando, para tal, todas as prerrogativas constitucionais previstas para a presidência da Câmara. O processo de impeachment é claro exemplo.


A votação apertada no Conselho de Ética que decidiu pela continuidade do processo de cassação mostra que Cunha e seu grupo ainda têm poder — mas é limitado. Que seja o início do desmonte deste circo de horrores.

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