Editorial: Lambanças comprometem as loterias

Desde 1993, quando estourou o escândalo dos Anões do Orçamento, não se tinham suspeições tão grandes em relação ao jogo

Por O Dia

Rio - É preocupante a série de lambanças nas loterias da Caixa, historicamente um bastião de lisura e organização. Primeiro foi o erro na divulgação do concurso 1.764 da Mega-Sena, dia 25 de novembro, cujo resultado mudou do acumulado para um vencedor, de Brasília, levando R$ 205 milhões. Um mês depois, alardeava-se que a Mega da Virada pagaria R$ 280 milhões, mas ficou aquém disso; por fim, houve a pane neste fim de semana que impediu até a apuração do rateio de todas as loterias.

Excluem-se desta análise teorias conspiratórias pouco críveis — como a que questiona a probabilidade de a Mega da Virada ter saído para quatro jogos no Espírito Santo. Mas é inegável haver deterioração, para dizer o mínimo, no mundo das loterias.

Quanto à Mega da Virada, o Procon reagiu, alegando propaganda enganosa. É pouco. Desde 1993, quando estourou o escândalo dos Anões do Orçamento — que lavavam dinheiro apostando —, não se tinham suspeições tão grandes em relação ao jogo. É obrigação dissipá-las.

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