Tania Rodrigues: Parapan é cartão de visita à Paralimpíada

O resultado da quinta edição dos Jogos Parapan-Americanos, realizada em Toronto, no Canadá, ano passado, não poderia ter sido melhor para o Brasil

Por O Dia

Rio - O resultado da quinta edição dos Jogos Parapan-Americanos, realizada em Toronto, no Canadá, ano passado, não poderia ter sido melhor para o Brasil. Os paratletas brasileiros dominaram quase que totalmente as disputas nos oito dias de competições. Se o rúgbi em cadeiras de rodas não tivesse perdido o bronze para a Colômbia por 50 x 48, o país teria protagonizado um feito histórico: ter subido ao pódio em todas as modalidades.

Mas os números finais retrataram a performance de uma potência esportiva: a delegação chegou a 257 medalhas, sendo 109 de ouro, 74 de prata e 74 de bronze. Foi o melhor rendimento do Brasil em toda a história do evento, superando o recorde anterior registrado no Parapan do Rio, em 2007, com 228 pódios, e os 92 ouros do Parapan da Cidade do México, em 1999.

Para se ter ideia do domínio absoluto dos atletas verde-amarelos em Toronto, o Brasil conquistou mais medalhas de ouro do que o Canadá (50), que foi segundo no quadro geral, e os Estados Unidos (40), terceiro colocado, somados. Juntos, os dois rivais tiveram 90 ouros, contra 109 da delegação brasileira. O país também sagrou-se tricampeão da competição, já que havia conquistado o primeiro lugar no Rio e em Guadalajara.

Como se não fosse pouco, o nadador brasileiro Daniel Dias, com oito ouros, tornou-se o maior ganhador de medalhas da competição. Todo êxito, no entanto, não afastou os prejulgamentos. Cheguei a ler uma reportagem que insinuava que o paratleta brasileiro tem conseguido bons resultados porque não está inserido no mercado de trabalho. Trata-se de uma visão equivocada, uma vez que temos uma lei de cotas que nos garante emprego no setor público ou privado. A verdade é que ainda é difícil reconhecer a capacidade da pessoa com deficiência, mas estamos no caminho certo.

Mais do que um excelente resultado, a conquista do Parapan apresentou um verdadeiro processo de renovação e evolução dos atletas brasileiros, indicando que o planejamento do Comitê Paralímpico Brasileiro está dando certo. Com a meta cumprida e a bandeira do Brasil no ponto mais alto do pódio, podemos dizer que o caminho para as Paralimpíadas de 2016 já está pavimentado.

Tania Rodrigues é deputada estadual pelo PDT

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