Por bferreira

Rio - O êxodo de jogadores e treinadores brasileiros para a China é mais um sintoma de quão desvalorizado está o futebol canarinho. Seduzidos por propostas irrecusáveis dos milionários clubes chineses, boleiros não pensam duas vezes e aceitam atuar em obscuras temporadas no outro lado do mundo. O forte assédio poderia indicar algum prestígio. Na verdade, mostra uma deferência de um país que quer a todo custo alavancar a liga local e se tornar potência mundial.

Chineses vêm com vigor ao Brasil porque do consolidado e precavido futebol europeu, obviamente, saem de mãos vazias. Em terras tupiniquins, ao contrário, não há quem resista às ofertas; nem mesmo o todo-poderoso Corinthians, cujo elenco campeão de 2015 já está sendo dilapidado — vide Renato Augusto, eleito o melhor jogador da última temporada.

Nesse êxodo, dificilmente algo vai evoluir a não ser a conta bancária dos emigrantes. O futebol brasileiro, tão carente de novos ídolos e de modernização, nada ganhará nessa aventura.

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