Por bferreira
Rio - Ao fim do recesso parlamentar, voltará à ativa a temida Bancada da Bala, que tenta a todo custo desmantelar o Estatuto do Desarmamento, sob a pretensa desculpa de armar o “cidadão de bem”. Na mesma toada, faz-se pressão para que guardas municipais ganhem o porte durante o expediente. Repetem-se imagens da violência urbana e bate-se na tecla da incompetência do Estado em prover segurança para endossar a tese bélica.
Não se pode ter dúvidas do perigo dessa proposta. E vem dos Estados Unidos o recado mais claro: esta semana, o presidente Barack Obama se emocionou ao determinar mais rigor na venda de armamentos, a fim de conter tiroteios e matanças.
Publicidade
Brasil e EUA têm realidades bem distintas, mas o ponto a buscar em comum é reduzir a quantidade de armas em circulação, não aumentá-la. Aqui no Rio, o caminho para a pacificação tem encontrado mais revezes do que avanços nos últimos meses, mas jogar esse esforço no lixo com armas em massa é rastilho de pólvora difícil de apagar.