Por bferreira

Rio - A regra do jogo das eleições mudou substancialmente com a proibição de financiamento por empresas de campanhas. Mas os maus jogadores sempre acham um jeito de burlar as normas — e o caixa-dois é exemplo cristalino. Felizmente, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Conferência Nacional de Bispos do Brasil e o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral uniram esforços para combatê-lo este ano.

O financiamento, como já exposto neste espaço, desequilibrava a corrida eleitoral e amarrava compromissos que nem sempre eram retribuídos da maneira mais democrática. Já o caixa-dois servia a vários propósitos, incluindo favores de empresas, e comprometia a lisura do processo. Pena que a prática era largamente disseminada.

A proposta do mutirão é criar comitês nos municípios para acompanhar as contas dos candidatos e receber denúncias. Advogados trabalharão voluntariamente, e paróquias cederão lugares para os grupos. Belo esforço contra um mal que insiste em macular a democracia.

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