Por bferreira
Publicado 16/01/2016 00:09

Rio - Não foi JK, carinhosamente apelido pelos cariocas de ‘Pé de Valsa’, o primeiro mineiro a sacanear o Rio de Janeiro (nos roubou a capital e deu no que deu: Brasília, aquele câncer na barriga do Brasil). Outro mineiro, de São João Del Rei, Domingos Custódio Guimarães, o Visconde do Rio Preto, quando era presidente do conselho dos ministros, quis derrubar, nada mais, nada menos, que o Pão de Açúcar. Já tinha até contratado uma firma inglesa para fazer o serviço. O motivo? Pasme: o morro impedia a passagem dos ventos e aumentava o calor na cidade. Só não conseguiu porque proclamaram a República, e o projeto foi para o espaço. Tem uma história do tal visconde que vale a pena contar: quando ocupou o posto mais importante do Império, distribuiu (vendeu) benefícios — exatamente como o PT fez com as empreiteiras.

A saber: concedeu (vendeu) 28 títulos de marquês, oito de conde, 16 de visconde (inclusive o do meu tataravô, Visconde de Jaguaribe), 21 de barão (a rua de Ipanema é Barão de Jaguaripe. É um barão baiano, nenhum parentesco com Jaguaribe) e mais de mil títulos de cavaleiro. Segundo o historiador Pedro Calmon, para ser barão em Portugal eram precisos 500 anos, no Brasil bastavam 500 contos (será que o visconde também tinha contas na Suíça, como o Cunha?). Exatamente como acontece hoje (com a devida correção monetária) no governo do PT, que também odeia o Rio. Nos roubaram o petróleo descoberto na Bacia de Campos.

Desta vez, para variar, não foi um mineiro, mas o governo do PT, do ‘paulista’ Lula, que nos passou a perna. Chica da Silva, mineira de Diamantina, conterrânea do JK, também mandou e desmandou no Rio, como contou Stanislaw Ponte Preta, no seu genial ‘Samba do Crioulo Doido’: “Foi em Diamantina / onde nasceu JK / que a princesa Leopoldina / arresolveu se casar / mas Chica da Silva / tinha outros pretendentes / laiá, laiá, laiá / o bode que deu vou te contar.” Por outro lado, admito, mineiros do bem, como Drummond, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Ruy Castro, Ziraldo, João Bosco e outros contribuíram para dar um tempero mineiro ao sarapatel carioca. Já o carioca Theofilo Otoni, bisneto da cidade do mesmo nome em Minas, leva o Otávio Augusto para beber comigo e Célia no Real Chope. Bom 2016 para vocês, se isso for possível com Bolsonaro (argh 1), Romário (argh 2) ou Crivella (argh 3) como prefeito.

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