Editorial: Asfixiar as fontes do crime

Conhecendo-se quem ataca e o que se rouba, fatalmente chega-se a quem compra

Por O Dia

Rio - A megaoperação que desmantelou quinta-feira a ‘concessionária do crime’ no Complexo do Chapadão tem tantos méritos quanto a que identificou como vindos da Cidade de Deus os menores que aterrorizam pedestres no Centro do Rio. Em comum, está o valoroso trabalho da inteligência da polícia, que acertadamente aposta em longas investigações e rede de informações.

É o primeiro e importante passo para coibir as práticas. Conhecendo-se quem ataca e o que se rouba, fatalmente chega-se a quem compra. E asfixiar o mercado negro — de qualquer item, de carros a autopeças, de cordões a celulares — é etapa vital nesse difícil processo.

No caso do roubo de veículos, tem-se o agravante do poderio bélico do Chapadão, ainda uma barreira a expugnar — e destino de armas que chegam ao estado pelos poros das fronteiras e desviadas das forças de segurança. Mas esta é uma guerra comum de muitas batalhas contra o crime, e as ações desta semana indicam que a estratégia está no caminho certo.

Últimas de _legado_Opinião