Simone Viana: Educação financeira na volta às aulas

A situação financeira é algo que merece atenção redobrada nesta época de crise

Por O Dia

Rio - A situação financeira é algo que merece atenção redobrada nesta época de crise. Principalmente a cada janeiro, quando pais têm muitas despesas, pois é o mês dos gastos com férias, mensalidade escolar, material didático e impostos diversos. Neste cenário de recessão, é fundamental a prática da educação financeira nas famílias. Orientar os filhos no orçamento familiar e na conscientização do consumo é um processo que deve ser iniciado desde cedo, contribuindo no enfraquecimento da cultura dominante de consumismo exagerado e supérfluo da atualidade. Nesse contexto, os pais e a escola são fundamentais na formação de cidadãos cientes de seu papel no desenvolvimento econômico e social do país.

Comprar material escolar requer cuidados, mas o investimento vale a pena, pois é o que dará a base necessária para os estudos. Preocupar-se em economizar sem deixar de proporcionar o que a família precisa faz parte do processo de educação financeira. É preciso conversar com os filhos antes de sair às compras, explicando a situação em que a família se encontra e quanto poderão gastar na papelaria e na livraria. Toda criança e adolescente tem direito a receber de suas respectivas famílias as orientações e os limites que elas precisam durante toda a vida. Planejamento financeiro familiar é mais do que controlar o dinheiro pessoal, é um plano de vida; é necessário o envolvimento de todos os familiares na elaboração e execução do orçamento.

É imprescindível também que pais e responsáveis fiquem atentos aos abusos nas listas disponibilizadas pelas instituições de ensino. No caso dos materiais, este ano os artigos escolares estão até 35% mais caros do que em 2015, segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório. Uma boa dica é pesquisar bastante, conversar com outros pais e tentar fazer compras em conjunto.

A maioria da população cresceu aprendendo a gastar antes e pagar depois. Para mudar essa mentalidade, é preciso educar nossos filhos financeiramente o quanto antes, entendendo que os ‘sonhos’ é que devem ser priorizados — e não as despesas.

Simone Viana é professora de Pedagogia da Estácio

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