Editorial: Boas medidas legais contra o Aedes

O Estado não deve medir esforços no combate de epidemias e, neste perigoso surto de zika, está fazendo o que se espera

Por O Dia

Rio - O Estado não deve medir esforços no combate de epidemias e, neste perigoso surto de zika, está fazendo o que se espera. O governador Luiz Fernando Pezão sancionou esta semana três leis de autoria da deputada estadual Ana Paula Rechuan. As medidas garantem a entrada de agentes de saúde em imóveis fechados; multas e advertências para focos de mosquito em imóveis, sobretudo comerciais; e a redução de imposto para a venda de repelente, também incluído na cesta básica.

Trata-se de mecanismos legais pertinentes e necessários para dotar de celeridade os agentes de saúde e forças de segurança. Sabe-se que o ciclo do Aedes aegypti, transmissor da zika, da dengue e da chikungunya, é curto e terrível: em dez dias, cada fêmea pode pôr mil ovos. Basta um criadouro ignorado para que um bairro inteiro fique sob risco.

As três leis, a despeito do rigor que preveem — como interdição de estabelecimentos —, são instrumentos precisos para conter um mal de proporções terríveis.

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