Editorial: Paraísos fiscais e a desigualdade

Líderes mundiais devem trabalhar para a criação de um sistema fiscal global que funcione em prol da maioria

Por O Dia

Rio - Na semana em que os chefes de Estado dos países mais poderosos se reuniram no convescote anual de Davos, nas neves da Suíça, a ONG britânica Oxfam divulgou vigoroso relatório sobre a concentração de renda e as desigualdades no mundo, que infelizmente aumentaram nos últimos cinco anos. A entidade soltou ainda lista dos 62 indivíduos que, no grupo dos super-ricos, detêm mais bens que a metade mais pobre da população global — ou 3,6 bilhões de miseráveis.

O relatório apresenta sugestões para reduzir essa diferença abissal — como pagar salários dignos a trabalhadores — e dá especial atenção à questão dos paraísos fiscais. Uma rede global permite que multinacionais e magnatas deixem de pagar centenas de bilhões de dólares em impostos. Muitos governos são cúmplices e geram perdas significativas de receitas fiscais para outros países.

Líderes mundiais devem trabalhar para a criação de um sistema fiscal global que funcione em prol da maioria. É desumano poucos terem tanto e tantos passarem fome.

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