Por paulo.gomes

Rio - Para sobreviver à crise, que infelizmente não dá sinais de arrefecimento, o estado tem de cortar custos — como as medidas detalhadas na página 3 desta edição, que merecem análise detida posteriormente neste espaço. Diante de um Erário minguado, não sobra espaço para discussões, mas o desamparo traz preocupações. É o caso da situação de crianças e adolescentes, que estão perto de ver a extinção da FIA, fundação que os atende, como O DIA mostrou na segunda-feira.

Mais uma vez, entende-se que o quadro é grave e que cortes são inevitáveis. Mas, em um cenário de recrudescimento da violência envolvendo menores — vítimas ou agressores — e diante de um sistema de Conselhos Tutelares acéfalo, ações dirigidas a esse público não podem ser ignoradas. E já estava em tempo de se resolverem as pinimbas que atrasam as eleições dos colegiados.

Todos sabem que o combate ao crime é multidisciplinar e envolve diferentes segmentos da sociedade. Descuidar-se de um é risco de fracasso em todos os outros.

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