Editorial: Crise seletiva é algo injusto com o cidadão

O estado está fazendo o possível para recuperar o Erário, buscando meios de se libertar da farra dos royalties

Por O Dia

Rio - Faz bem o governador Luiz Fernando Pezão ao sublinhar que não há como antecipar o pagamento de salários a alguns servidores diante da crise que assola os fluminenses. O Judiciário, que há dois meses faz beiço e, por força de decisão judicial, obriga o estado a lhe pagar antes de tudo mundo, agora terá de arcar a folha com recursos próprios se quiser quitá-la em dia. Senão, os vencimentos só cairão no sétimo dia útil. Mas o impasse continua, com o agravante de outra liminar obrigar Pezão a pagar a todos até hoje, sob pena de multa. Mas não há dinheiro.

É evidente que a situação financeira do governo do estado, que demorou a agir diante do estouro da bolha do petróleo, é justo motivo de dor de cabeça para milhares de cidadãos. Salários atrasados significam, para muitos, juros que se amontoam e podem virar bola de neve capaz de soterrar economias.

Mas o estado está fazendo o possível para recuperar o Erário, buscando meios de se libertar da farra dos royalties, hoje pesado fardo. Não há espaço para crise seletiva.

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