Editorial: Descuidos e panaceias contra a zika

A infestação do mosquito é grave e histórico problema de saúde pública, de saneamento básico e sobretudo de comportamento — observado no descuido em relação a criadouros do inseto

Por O Dia

Rio - Esta semana, O DIA mostrou que a procura por fumacês no Rio quase dobrou em três meses. É o pânico, em parte justificado, diante da rápida disseminação do Zika vírus e do fantasma da microcefalia. O temor se ratifica com o alerta da OMS, divulgado quinta-feira, de que a zika contaminará até 1,5 milhão de pessoas no Brasil.

Há que se ressalvar, no entanto, que fumacês, inseticidas e repelentes não são panaceias contra o Aedes aegypti. A infestação do mosquito é grave e histórico problema de saúde pública, de saneamento básico e sobretudo de comportamento — observado no descuido em relação a criadouros do inseto.

A comunidade internacional tem feito muito mais alarde em comparação às autoridades brasileiras. A dissonância no tom é assunto a ser discutido posteriormente, mas se antevê nesse surto a oportunidade de enfim o cidadão tomar providências no nível ‘tolerância zero’. Fosse a dengue doença transmissível pelo ar, o cuidado teria seria redobrado. Mas ainda há tempo de vencer a guerra.

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