Editorial: Ícones caem em nome da diversidade

Novidades vão de encontro a investidas intolerantes que, em pleno século 21, ainda discriminam minorias, culturas e religiões

Por O Dia

Rio - Tão importante quanto a inclusão — que permite acesso a determinado bem ou serviço a todos —, a diversidade é palavra de ordem do século 21. Longe de ser uma imposição desta ou daquela cultura a divergentes, o mote encerra muito mais uma noção de tolerância e de reconhecimento do que de força. É qualidade ligada à empatia.

É positivo quando ícones do padrão se modificam em nome da diversidade. A nova coleção da quase sexagenária boneca Barbie é exemplo inequívoco. Vítima involuntária da própria forma, a despeito das tentativas de diversificar o conteúdo, o brinquedo passou por ampla reformulação. Agora, além de amplas variações de tons de pele e de cabelo, os modelos vêm em quatro tamanhos. Na mesma toada vem o Lego, que incluiu um bonequinho cadeirante no seu rol.

Ainda que sejam brincadeira de criança e estratégia de negócio cuidadosamente estudada, as novidades vão de encontro a investidas intolerantes que, em pleno século 21, ainda discriminam minorias, culturas e religiões.

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