Por felipe.martins, felipe.martins
Rio - A agressão a grafiteiros na Saara e o (provável) consequente revide podem passar por episódios banais em uma cidade com tantos outros problemas. Mas encerram uma perigosa espiral de violência, a mesma que alimenta diversas mazelas — uma escalada de ódio e desconfiança que não combina com o Rio, muito menos com o espírito acolhedor do tradicional centro comercial.
A brutal abordagem de seguranças da região, de cujos chefes até agora pouco se sabe, dificilmente encontra coro na maioria dos lojistas do espaço — e certamente de boa parte da população. Representa o que há de pior nas forças de segurança, remetendo ao pé na porta e ao enjeitamento, ignorando direitos humanos básicos.
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Mas as pichações que se sucederam também não têm respaldo dos cariocas, pois emporcalham a cidade e geram efeito contrário ao pregado pelos grafiteiros: de levar arte, vida e beleza a locais degradados e pouco visitados. É hora, portanto, de romper esse ciclo, ou novas animosidades virão por aí.