Por felipe.martins

Rio - Que desculpa dará o governador Luiz Fernando Pezão por mais duas mortes absurdas dentro de seu estado? Que ‘senões’ serão levantados para tentar justificar os crimes? Qual ‘mas também’ será imposto para tentar transferir às vítimas a culpa pelo próprio infortúnio?

Laura Pamela e Carlos Patrício eram estrangeiros que escolheram a cidade. A primeira, para passar férias com a família. O segundo, para construir a vida. Os dois acabaram vítimas da violência cada vez mais absurda, covarde, gratuita e irrefreável, consequência da bestialidade de criminosos e da incompetência da polícia de Pezão.

Uma cidade que se julga olímpica tem de ser segura 24 horas por dia, em todos os lugares e para todos os cidadãos, incluindo visitantes. Evidente que não é, nem tão cedo será, por limitações amplamente conhecidas — como o ‘cobertor curto’. Mas certos crimes, como os narrados hoje, destroem reputações, comprometem esforços e traumatizam a população. O estado não merece esse fardo.

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