Por felipe.martins

Rio - O Rio é um lugar de péssimos serviços. Tanto particulares, quanto concessões públicas. E se não chega a ser novidade , também não deixa de ser motivo pra gente deixar de reclamar. Durante o ano todo os serviços por aqui são igualmente ruins. Mas nas datas festivais, tipo Natal, Réveillon e Carnaval tudo piora. Mas ninguém ganha dos táxis. Com certeza o pior serviço da cidade! Dos táxis amarelinhos ao Uber. E deste ao radiotáxi passando pelas cooperativas que trabalham nas portas dos hotéis 5 estrelas.

É claro que muitos vão dizer que não é bem assim, eu conheço taxistas ótimos. Eu também. Inclusive tenho dado esta sorte muitas vezes,com Marcios, Gonçalos e Phelipes. Mas não é uma questão de bom serviço, é sorte e não deveria ser assim. Há pontos de táxi que funcionam muito bem, em São Conrado, por exemplo, tem o ponto da Igreja, muito organizado, com motoristas que podem ser chamados de profissionais. Mas foge ao padrão. O comum, hoje em dia, é encontrar motoristas que migraram de outras profissões e estão fazendo do táxi apenas um trampolim, euquanto esperam algo melhor, ou, como muitos confessam, estão experimentando para sentir se vale a pena. Não conhecem a cidade nem se interessam por prestar um bom serviço.

Em alguns pontos da cidade, esta má vontade é absurda. Por exemplo, quando termina um show no Vivo Rio ninguém consegue táxi de primeira. Há uma fila mas eles só querem sair dali se o destino for a Barra ou Niterói. Alguém vai dizer faça queixa à prefeitura. Pode ser. Mas é preciso que você tenha um tempo diário para gastar se queixando e nada acontecendo. E não falo só dos amarelinhos.

Sabe o Uber, aquele serviço que todo mundo que se acha chique ou “difereciado” defende? Pois é. Resolvi experimentar um deles, no desespero, na segunda de Carnaval. O rapaz com a chamada boa aparência e que oferece água não sabia onde ficava o Aeroporto Santos Dumont. Era de Pouso Alegre e trabalhava em Belo Horizonte. O Uber chamou motoristas mineiros e paulistas para trafegarem no Rio “porque a demanda era grande”. Vários amigos caíram nesta cilada, de ter que ajudar a dirigir o carro de um jovem prepotente que acha que sabe tudo porque tem Waze. Tanto que 25% dos turistas consideraram os táxis a pior coisa da cidade. Os táxis ganham até da violência e do medo da zika, seguno a pesquisa. Ou seja, um em cada quatro turistas passou perrengue. Será que já não passou da hora de organizar ou padronizar este serviço essencial, que é fundamental para o nosso dia a dia de cidade turística que quer ser olímpica?

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