Alexandre Arraes e Guilherme Fonseca Cardoso: O primeiro passo é na calçada

O Rio ainda não assimilou o conceito de espaços públicos plenamente acessíveis e confortáveis

Por O Dia

Importantes cidades do Mundo, como Londres e Nova York, estão avançando rapidamente na elaboração de planos para melhorar a mobilidade com ações sustentáveis, isto é, aquelas que proporcionam conforto e buscam não prejudicar o meio ambiente. Aqui no Brasil, país onde a população está envelhecendo, pouca gente pensa nisso, mas este conforto e esta qualidade precisam começar pelas calçadas das nossas cidades.

Isso mesmo, calçadas, passeios e praças. Cuidar melhor das vias públicas, pensar na acessibilidade das pessoas com mobilidade reduzida, na arborização, na sinalização, na iluminação e na integração com os terminais ou pontos de embarque e desembarque do transporte público torna-se incentivo para que o cidadão dependa cada vez menos do transporte individual.

Londres, por exemplo, se preocupa tanto com a qualidade dos passeios que lançou um plano de ação para, até 2021, colocar em prática dez medidas para melhorar a saúde da população transformando os acessos por onde as pessoas podem caminhar, pedalar e se exercitar em espaços atraentes, seguros e verdes.

Uma cidade como o Rio, que tem no turismo uma de suas mais fortes vocações econômicas, ainda não conseguiu incluir na agenda este novo conceito, com espaços públicos plenamente acessíveis e confortáveis.

Cuidar das calçadas é bom início, pois é a forma mais simples de democratizar e universalizar a circulação de todas as pessoas com os vários tipos de transportes e com todos os lugares.

Alexandre Arraes é médico e especialista em gestão pública

Guilherme Fonseca Cardoso é bacharel em Direito

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