Por pierre

O prefeito Eduardo Paes está de alma lavada depois da Abertura da Olimpíada. Foi consagrado nas manchetes dos maiores jornais do mundo. O prefeito até então sofria ataques covardes da oposição e de comentaristas que apostavam no fracasso do evento. Diante da pressão da imprensa e dos holofotes da televisão, foi motivo de chacota com colocações inoportunas típicas do político brasileiro, tal como foi com Janio Quadro com suas tiradas que caíram na boca povo.

Eduardo é um sortudo que comandou um evento que exigiu R$ 40 bilhões de investimentos com parcerias públicas e privadas. Os críticos apostavam no caos da mobilidade urbana — sobretudo no fiasco do metrô, que não seria concluído pela falta da caixa do estado. Apostaram errado por oportunismo político, típico de uma esquerda esquizofrênica que vem de derrotas consecutivas e que nas eleições para prefeito sofrerão uma surra.

Passada a Festa de Encerramento, a oposição e a esquerda entrarão em depressão por falta de plataforma política que convença que o governo de Paes foi um fracasso de sete anos frente à realização do evento.
Principal opositor de Paes e de seu candidato, Pedro Paulo, o senador Marcelo Crivella, em entrevista ao DIA, declara que seu lema será “um Rio mais humano”. Como sempre, seus slogans de campanha não explicam nem convencem o eleitorado, pois são vazios em mensagem política como a do ‘Cimento Social’. A pergunta que se faz ao senador Crivella é: será que a Olimpíada, como evento humanitário, já não torna o Rio mais humano?

O senador diz que seu lema será Saúde e Educação, esquecendo-se do emprego na fase pós-Olimpíada, que deixará 35 mil trabalhadores da construção civil desempregados. Priorizar Saúde e Educação é tema de qualquer candidato. A questão é dar continuidade ao projeto da Fábrica de Escolas de Paes, réplica dos Cieps de Brizola.

Crivella lidera as pesquisas, mas não apresenta um discurso que convença o eleitorado da cidade do Rio. Vai para o segundo turno, mas sua vitória é incerta.

Wilson Diniz é economista e analista político

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