Carolina Herszenhut: Inclusão dos refugiados na cidade

Imigrantes encontram obstáculos para serem incluídas, de fato, no país de refúgio

Por pierre

A plataforma multicultural O Cluster realiza neste domingo a sua 17ª edição na Casa da Glória. Aproveitando a data, quando o mundo inteiro lembra os 15 anos do atentado às Torres Gêmeas, nos EUA, a plataforma fará uma edição especial com mulheres refugiadas que hoje vivem no Brasil.

Com a parceria de quatro ONGs — Cáritas, Abraço Cultural, Refoodgees e Vidas Refugiadas —, O Cluster pretende provocar a reflexão sobre como vivem essas mulheres que buscaram refúgio em solo brasileiro e as dificuldades por elas encontradas, além das inúmeras já enfrentadas por serem simplesmente mulheres. Cidadãs que foram obrigadas a sair de seus países para preservar suas vidas e garantir seus direitos, fugindo muitas das vezes também da violência e exploração sexual. São milhares de refugiadas que, para garantir a sua própria vida, são obrigadas a abandonar suas famílias, suas profissões e suas casas, deixando para trás o seu lugar de pertencimento; a sua identidade.

Hoje, acolhidas num lugar muito diferente de suas tradições, elas encontram obstáculos para serem incluídas, de fato, no país de refúgio. Elas encaram o preconceito e, com isso, não conseguem ser inseridas no mercado de trabalho atuando nas profissões exercidas em seus países de origem.

O Cluster, que a cada edição promove ações que provocam reflexão e diálogo sobre assuntos pertinentes à sociedade, não poderia deixar de levantar a bandeira da inclusão social dessas mulheres. Ao longo do dia será exibida a mostra fotográfica ‘Vidas Refugiadas’, contando a história de cada uma delas. Será exibido um vídeo com um congolês e traremos mulheres para cozinhar e vender suas comidas típicas nigerianas, sírias, venezuelanas e colombianas, além de uma estilista do Congo que vai vender suas criações ao longo do evento.

Pela primeira vez o evento, que é gratuito, contará com uma caixa de arrecadação de donativos. Todo o dinheiro arrecadado será doado às ONGs parceiras dessa edição.
É preciso que todos se empenhem no processo de inclusão social em todas as esferas, com políticas públicas até mesmo nas cadeias criativas que atuam na cidade.

Carolina Herszenhut é curadora e idealizadora do Cluster

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