Aristóteles Drummond: Brasil precisa de coragem

Deus brindou Temer com um grande destino. Seu sucesso, agora, será o de nós todos

Por O Dia

O momento que o Brasil vive precisa basicamente de coragem, determinação e patriotismo. Todos sabem o que fazer, como fazer e da urgência de fazer. Menos, é claro, os que vivem da exploração barata da ignorância, do ressentimento e da falta de informação de parte da população. Justamente aqueles mais atingidos pela crise, vítimas da desaceleração da economia.

Não se entende a ausência de uma carta simples e direta de várias personalidades da vida nacional — políticos, empresários, intelectuais, profissionais liberais de sucesso e responsabilidade —, apoiando e incentivando o presidente Temer a cumprir o programa que ele tem na cabeça e com o qual pode escrever gloriosamente seu nome na história. Temer tem a vantagem de estar realizado pessoal e politicamente, ter 75 anos e ambicionar salvar o Brasil e usufruir os últimos anos de vida em paz, cercado do reconhecimento nacional e convivendo com a família e amigos. Deus o brindou com um grande destino. Seu sucesso, agora, será o de nós todos.

O Brasil precisa ficar atento. A presença de tantos colégios militares entre os mais cotados do Enem tem explicação simples: apesar de alterações dos últimos anos, estas instituições são pautadas pela tradição militar da ordem, da disciplina e do respeito, tanto de alunos como de mestres. E o Brasil precisa é disso, ordem, respeito e trabalho.

Não é possível se enfrentar uma crise dessa dimensão sem causar polêmicas. O consenso não vai resolver nada, o que é necessário é necessário e inegociável. O interesse do país é o ambiente de trabalho, de negócios, da empregabilidade, de impostos simplificados, pois pior do que as taxas são os imprevistos embutidos na legislação.

O presidente Temer tem de falar diretamente à população, exortar o apoio dos políticos, sindicatos, entidades representativas da sociedade para a tomada de medidas de austeridade e simplificadoras da atividade empresarial. O tempo passa, e as coisas não acontecem, agravando a situação e plantando a desconfiança .

Foi anunciada a saída de dezenas de milhares de brasileiros do país. A alegação das autoridades é que seria em função de fuga do Fisco. E veio a ameaça de devassa nas contas destes cidadãos. Ora, a fuga não é do Fisco, pois quem leva o dinheiro o faz legitima e legalmente. A fuga é do risco político. Pode ter gasolina no tanque. Não é prudente riscar o fósforo.

Aristóteles Drummond é jornalista

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