Por thiago.antunes
Rio - Em um feriado sem sol, o que atraiu a atenção de banhistas e turistas na Praia de Copacabana ontem foi uma turma que corria, nadava e se lançava ao mar exaustivamente.
Os ‘homens de sungas pretas’ fazem parte de seleto grupo de policiais que participam de mais uma etapa do concorrido Curso de Operações Táticas Especiais da Polícia Civil. Os 14 agentes que ‘sobreviveram’ desde o início do pesado treinamento, há um mês, estão sendo capacitados para atuar na Copa do Mundo e nos Jogos Olímpicos no Rio.

O curso da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), que está na 7ª edição, tem duração de dois meses e prepara os policiais para agir em situações de alto risco, operações, resgate e até mesmo contra terrorismo.

Ou seja, todas as atividades operacionais necessárias para garantir a segurança da cidade nos grandes eventos.

Etapa desta quinta-feira em Copacabana teve como foco operações marítimas para a instrução de resgate de vítimas e até prisão de criminosos em alto-marSeverino Silva / Agência O Dia

“É uma constante qualificação dos policiais, já que a maior parte da instrução se adequa às ações táticas que eles enfrentam no dia a dia e à preparação para o que vão encarar durante os grandes eventos”, ressalta o delegado Ricardo Barboza, diretor da tropa de elite da Polícia Civil.

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A etapa de ontem na orla da Zona Sul teve como foco as operações marítimas e ribeirinhas, para a instrução de técnicas de resgate de vítimas e até mesmo a prisão de criminosos em alto-mar.
Durante oito horas, os policiais treinaram mergulho da areia e das pedras, mergulho de profundidade, natação, condições marítimas, correnteza, resgate de afogados, primeiros socorros e até o chamado judô aquático, que é uma modalidade para imobilizar um suspeito na água.
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Semana passada, o treinamento foi de sobrevivência na mata de Teresópolis, Região Serrana, onde o grupo enfrentou temperaturas baixíssimas. “Eles treinam uma ou duas modalidades a cada semana. O treino é pesado justamente para que o policial aprenda a manter a calma em situações de risco”, explicou o coordenador do curso, Mário Mamede.
Trinta e cinco policiais fizeram inscrição

A 7ª edição começou com 35 vagas, mas apenas 14 policiais seguem na missão em busca da desejada formatura em um curso de operações especiais. Eles passam por diversos testes teóricos, físicos e psicológicos, que avaliam suas habilidades. Quem não está apto é reprovado.

Coordenador do curso diz que treino é pesado para que o policial possa manter a calma em situações de riscoSeverino Silva / Agência O Dia

“O policial sai bom no final ou sai do curso antes. Em situações de alto risco, não pode cometer erro, por isso treina muito”, afirmou Mamede.

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Há ainda treinos de rapel tático, escalada, progressão em área de risco, luta, tiro de precisão, artefatos explosivos e gerenciamento de crises, entre outras.
Procura de outros estados
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Novidade no curso atual é que muitos policiais de fora do Rio se inscreveram, principalmente de estados onde haverá jogos da Copa do Mundo.
“Não é uma surpresa, mas ficamos felizes com esse interesse de policiais de outros estados. Mostra que, a cada edição, o curso oferece uma instrução ainda mais completa”, disse o delegado Barboza.
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Para os agentes da Polícia Civil fluminense, a aprovação no curso é pré-requisito para ingressar no Serviço de Operações Táticas Especiais da Core, grupo que atua em operações e situações de risco.