Por cadu.bruno
Rio - A Polícia Militar do Rio vai ocupar ao menos quatro comunidades dominadas pelo tráfico, na Zona Oeste da cidade, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Serão tomadas as favelas de Antares, do Rola, do Cesarão e do Aço (todas em Santa Cruz), consideradas violentas e comandadas por criminosos com armamento pesado.
Em todas elas, a polícia vai entrar algum tempo antes do início do evento e sair um pouco depois, até o fim do escoamento de saída dos visitantes. Serão espécies de UPPs temporárias, que vão durar de dez dias a duas semanas.

No fim de abril, a Polícia Militar já ocupara o Cerro-Corá, morro que fica a 4km e na mesma cadeia montanhosa do Sumaré, onde fica a residência oficial do arcebispo do Rio, que hospedará o Papa. Nesse local, será implantada uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

Objetivo é diminuir violência na região

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O objetivo da medida preventiva é estabilizar a área e evitar qualquer tipo de episódio de violência na região, no período, e que repercuta negativamente no momento em que as atenções da mídia estarão voltadas para a cidade.
A Favela de Antares é violenta e ficou conhecida nacionalmente por ter sido o local onde foi morto, com um tiro, o cinegrafista da TV Bandeirantes Gelson Domingos da Silva . A comunidade do Rola foi cenário de um dos vídeos polêmicos gravados pela Polícia Civil , em que policiais aparecem mudando de lugar o corpo de um homem morto, para forjar morte em confronto.
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As quatro comunidades ficam na região que receberá grande número de eventos da Jornada, entre eles dois Atos Centrais, com a presença do Papa Francisco, em Guaratiba.
Além disso, os bairros de Campo Grande e Santa Cruz – onde estão as comunidades – são, respectivamente, os dois locais com maior procura de hospedagem na cidade, segundo o tenente-coronel da PM Edison Duarte, chefe do Escritório de Assuntos para a Copa do Mundo-2014 e Jogos Olímpicos-2016 (Grandes Eventos).
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A Favela do Rola foi alvo de operação do Saer (Serviço Aeropolicial) e da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais, da Polícia Civil), com cinco mortos, cuja filmagem foi divulgada pela imprensa. Na ação, policiais aparecem removendo o corpo de um homem desarmado morto, de dentro de uma casa até um bar a 70 metros de distância para forjar suposto confronto com a polícia.