Por cadu.bruno
Rio - Secretário Estadual do Ambiente, Carlos Minc diz que muitas distribuidoras de combustíveis operam de maneira irregular mesmo quando são licenciadas pelo Estado. Para tentar evitar casos como o incêndio na Petrogold, em Duque de Caxias, afirma que haverá uma varredura para checar quem atua dentro das normas.
- O governo sabe quais empresas de combustíveis oferecem riscos?
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Há um mapeamento das empresas licenciadas pelo governo e pelas prefeituras. Mas, muitas vezes, elas têm permissão para um tipo de atividade ou quantidade específica de combustível e acabam atuando em desacordo com o que foi estabelecido. Além disso, existem as empresas clandestinas, que não têm nem mesmo autorização para funcionar.
- Nesse caso, como fiscalizar?
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A população deve denunciar qualquer atividade estranha. Locais cercados com muro alto, sem identificação, com cheiro diferente e movimento de caminhões são alguns indícios de atividade clandestina. Só a partir de denúncias, fechamos 18 estabelecimentos desse tipo em dois anos.
- Como tornar a fiscalização mais rigorosa?
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Alguns casos são de polícia, não da Secretaria do Ambiente. Flagramos exemplos de caminhões que falsificam lacres de distribuidoras. Há duas possibilidades: ou os postos de combustíveis que recebem o produto são vítimas, ou estão no esquema. As polícias federal e civil vão cuidar mais disso.