Por thiago.antunes
Rio - O menor de 17 anos que atropelou e matou o garçom José Pinheiro Lopes, 59 anos, na madrugada da última quinta-feira na Estrada de Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, foi buscado em casa por agentes da 32ª DP (Taquara) e afirmou que só fala em juízo. O advogado do rapaz, Eduardo Cavalcante Gonçalves, alegou que o local é mal iluminado e sinalizado, além de não ter faixa de pedestres. A perícia vai apurar a declaração da defesa.

O advogado alegou ainda que em dois acidentes de atropelamento que o menor esteve envolvido, o rapaz teria sido vítima e não autor. Em quatro meses, o jovem fará 18 anos.

Menor sai da delegacia acompanhado por advogado%3A só falará em juízoEstefan Radovicz / Agência O Dia

A mãe dele, que já foi indiciada por homicídio culposo (sem intenção de matar), foi acusada também de fraude processual (por ter ocultado o carro em uma oficina) e entrega temerária de veículo (ela confirmou ter entregue a chave do carro ao menor). Se condenada, a mulher pode pegar até sete anos de prisão.

O adolescente, por sua vez, vai responder por ato infracional análogo a homicídio culposo e fuga de local de acidente. Ele pode receber internação provisória de até três anos.

Carro ficou danificado após atropelamentoEstefan Radovicz / Agência O Dia

O tio do menor, proprietário do carro, também será indiciado por fraude processual. Segundo a polícia, ele levou o carro para uma oficina na comunidade do Rio das Pedras e disse ter atropelado um cavalo e tentou fazer os consertos para que não houvesse perícia no veículo. Os agentes concluíramque existem vestigios de sangue na caçamba e no para-brisa do carro

De acordo com familiares, um pagamento que o garçom recebeu por seu trabalho, no valor de R$ 680 sumiu. A polícia investiga se o menor ou populares roubaram a quantia.
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?Colaborou Gabriel Sabóia