PM ganhará 750 fuzis novos

Estado vai abrir licitação para comprar armas indicadas para ‘tiro incapacitante’

Por O Dia

Rio - O governo do Rio, que tem como bandeira a pacificação de áreas violentas, quer se armar ainda mais para os grandes eventos. O estado vai lançar, no próximo mês, edital internacional para comprar 750 fuzis.

No edital, a justificativa é que o armamento, que tem calibre de guerra (7,62 mm), é o mais indicado ‘para um tiro incapacitante’ e ‘é o que mais se aplica nas necessidades de utilização no campo de operações em áreas conflagradas’.

Serão 600 armas para o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM, que tem 420 homens. As outras 150 vão para a Coordenadoria Operacional de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, que possui cerca de 300 agentes. O Estado do Rio deve gastar R$ 6,905 milhões na compra.

O armamento custará R%24 6%2C9 milhões e será distribuído a duas unidades de elite das polícias Civil e MilitarSeverino Silva / Agência O Dia

A aquisição dos fuzis não tem a ver apenas com a segurança da Copa do Mundo e das Olimpíadas, pois muitos dos equipamentos em uso, segundo o edital, estão ‘no final da vida útil operacional e defasado técnica e operacionalmente’. Os novos terão garantia de cinco anos.

Especialista em segurança pública, ex-oficial do Bope e mestre em Antropologia, Paulo Storani disse que o calibre 7,62 mm não é o mais adequado para o policiamento ostensivo em áreas urbanas por causa da velocidade do disparo, que pode atingir não apenas o alvo, mas pessoas próximas.

“Porém, nas mãos de tropas especiais, em situações extremas, o 7,62 mm pode ser usado desde que se preservem as limitações táticas do calibre”.

Polícia Civil devolve armas excedentes

Se a Core se arma ainda mais, o mesmo não se pode dizer das outras unidades da Polícia Civil. Após um estudo realizado em 2012, a instituição viu a necessidade de redistribuir os fuzis nas delegacias, ‘a fim de adequar os armamentos com o número de policiais’.

Desde novembro, as unidades estão sendo convocadas gradativamente a devolver à Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos (Dfae) os armamentos considerados excedentes, para que eles sejam redistribuídos.

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