Rio - Viúva, com mais de 75 anos e renda de até dois salários mínimos. Esse é o perfil dos idosos vítimas de agressão na capital carioca. Neste sábado, no Dia Mundial de Conscientização da Violência contra as Pessoas com Mais de 60 Anos, o Rio tem pouco o que comemorar.
A última estatística consolidada da Secretaria Municipal Especial de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida revelou que foram 645 casos, somente em 2011. Em 2005, eram 142, o que revela um crescimento de cerca de 350%.
O agressor, geralmente, é filho ou cônjuge da vítima, consome álcool ou droga. “Em quase 70% dos casos, são essas pessoas de contato próximo que praticam a violência. Acredito que não houve um aumento nas agressões, mas, sim, da coragem para denunciar esses atos”, explicou Cristiane Brasil, secretária de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida.
Segundo ela, as casas de convivência da prefeitura, que oferecem atividades aos idosos, atendem hoje cerca de 5 mil pessoas.
“Em cada uma delas, temos um perfil do público. Na Tijuca, eles têm mais laços familiares. Na Gávea, o padrão é alto, mas quase sempre são pessoas sozinhas”, diz Cristiane.