Por raphael.perucci
Publicado 17/06/2013 01:14

Rio - Novo esquema de fraude montado por alguns funcionários para ‘matar’ plantões na emergência do Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, levou a Secretaria Estadual de Saúde a decidir lançar mão de recursos tecnológicos para enfrentar a ‘fuga’ de médicos e enfermeiros do trabalho na rede pública de saúde. Todos os servidores lotados nas unidades estaduais serão obrigados a passar, na entrada e na saída, pelo controle biométrico — o ponto eletrônico com leitor da impressão digital.

Como O DIA mostrou neste domingo, 15 enfermeiros e técnicos de enfermagem com cargo de chefia no Adão Pereira Nunes faltam aos plantões enquanto trabalham em outros empregos, em clínicas e hospitais particulares e federal. E ainda recebem normalmente pelo expediente no estado. O controle de presença destes funcionários ainda é o tradicional ponto manual, validado justamente pelas chefias.

Xênia da Silva (D) chega para trabalhar em Campos quando deveria estar em SaracurunaPaulo Araújo / Agência O Dia



Quem faz o estudo de migração dos servidores para o controle biométrico é a Subsecretaria de Gestão do Trabalho. Atualmente, só os médicos são submetidos ao ponto. Mas nem todos: quem tem cargo de chefia recebe a permissão para assinar o controle manual de frequência. Ainda não há data para a tecnologia ser implantada de forma geral.

O Hospital de Saracuruna está sob intervenção desde o dia 6 de maio, por determinação do secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, após O DIA revelar que os médicos, chefes de setores na emergência, faltavam ao plantão e recebiam pagamento extra pelo “serviço”. A sindicância aberta para apurar as irregularidades já constatou que há problemas na frequência dos funcionários.

Você pode gostar

Publicidade

Últimas notícias